2012/05/28

Hortas mantidas por presidiários de Campos Gerais recebem orientações da Emater-MG

O cultivo de horta com técnicas agroecológicas por detentos do presídio de Campos Gerais, no Sul de Minas, está incentivando a socialização de homens que cumprem pena no local. A iniciativa, que conta com a participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), na regional de Alfenas, gera ainda, alimentos mais saudáveis para abastecer o público de instituições educacionais e filantrópicas do município. Também motiva o bom comportamento do preso, pois permite a redução da pena. A cada três dias trabalhados, o presidiário diminui em um dia o período da condenação. A informação é confirmada pelo corpo técnico do escritório local da Emater-MG e por representantes da organização carcerária da cidade. As hortaliças são doadas pelos próprios presos a creches, escolas, Apaes e abrigo para menores, conforme as fontes. “Atendendo à demanda da administração da penitenciária, fizemos um projeto de custo da horta, contemplando materiais necessários como tipos de hortaliças e compostos orgânicos necessários. Estabelecemos também a época de plantio, conta a extensionista agropecuária do escritório da empresa, Samantha Martinez. Segundo a técnica, que possui experiência na área ambiental, a Emater-MG já ministrou dois cursos de manejo de horta com bases agroecológicas para um grupo de detentos do presídio. “Por enquanto trabalhamos com um grupo menor, que tem bom comportamento, até por questões de segurança. Mas eles (presos) estão sendo capacitados para multiplicar o aprendizado com os demais”, informa. O diretor adjunto do presídio, Carlos Roberto Aguiar Júnior, confirma que a instituição já trabalha com a perspectiva de incluir mais detentos na atividade. “Estamos aguardando a reforma de mais um anexo para abrigar os presos de regime semiaberto, que hoje têm autorização do juiz da comarca de Campos Gerais para cumprir a pena fora daqui. Quando este espaço estiver pronto, vamos incluir mais internos no trabalho”, garante. Atualmente, segundo Júnior, só participam do projeto, sob escolta, os condenados do regime fechado. Para o diretor, “o trabalho dignifica o homem” e por isso, os presos participantes do projeto estão satisfeitos com os resultados. “Percebo que eles se sentem bem, principalmente durante a distribuição dos produtos para a comunidade. Esperamos contar cada vez mais com a ajuda da Emater-MG”, salienta. Gerente de Produção do presidio e interlocutor da casa penal junto à Emater-MG, Everton Altieres da Silva, também defende a prática socializante da horticultura implantada na rotina dos detentos.”Eles (presos) melhoraram muito e a imagem daqui mudou também, pois deixamos de ser cadeia pública para ser uma unidade administrada pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), completa Altieres, afirmando que “ações como essa socializam o detento”. Já a extensionista Samantha Martinez enxerga na iniciativa uma oportunidade para os presidiários garantirem renda e um ofício no futuro. “Além da redução de pena é uma alternativa de sustento para quando eles saírem”, argumenta. O presidio de Campos Gerais abriga 59 presos em regime fechado. A horta, que ocupa cerca de um hectare ou 10 mil metros quadrados, é cultivada em um terreno alugado pela prefeitura. As mudas foram adquiridas com recursos do Conselho da Comunidade. No local estão sendo cultivadas verduras e legumes variados como alface, couve, beterraba, cenoura, repolho, cebolinha, salsa, abóbora, pepino, quiabo, jiló, berinjela, tomate cereja, pimenta, e em breve mandioca, segundo a extensionista da Emater-MG. Todo o plantio obedece às recomendações técnicas da empresa, que recomenda a utilização de caldas naturais à base de plantas, para combater doenças e pragas, evitando assim produtos químicos na produção. As galinhas poedeiras criadas no local, também são úteis para o manejo natural das plantas, pois fornecem esterco que é usado como adubos, informa a técnica Martinez. Em Canápolis, no Triângulo mineiro, uma experiência semelhante é compartilhada com sucesso pela Emater-MG local e a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), desde 2008. Segundo o extensionista do escritório da empresa pública de extensão, Antônio Carlos Andrielli, presos da cadeia municipal plantam hortaliças, utilizando técnicas semiorgânicas com a orientação da Emater-MG. Também lá, a produção é doada para instituições municipais e filantrópicas. Assessoria de Comunicação da Emater-MG (31) 3349-8021

Um comentário:

  1. Através de projetos e ações é que podemos contribui para uma nova chance, uma nova oportunidade a quem está encarcerado.

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