2013/04/05

Minas de água em Muzambinho são interditadas por contaminação

De 3 minas analisadas em março, 2 estavam contaminadas com bactérias. População ignora avisos da vigilância de saúde e continua bebendo água. Beber água direto das minas é um costume no Sul de Minas. Em Muzambinho (MG), são 18 minas, mas algumas delas, tradicionais na cidade, estão interditadas. Placas que foram colocadas para avisar a população foram arrancadas. Além disso, muita gente continua bebendo da água mesmo com a suspeita de contaminação. As minas da cidade passam por análises da Vigilância em Saúde Municipal, e o resultado serve de alerta. Das três minas analisadas no mês passado, duas apresentaram problemas: uma no trevo de acesso ao município e a outra no Bairro Brejo Alegre. “Deu contaminação por bactérias termotolerantes, que são bactérias provenientes de esgoto, no caso, coliformes fecais”, afirma o coordenador da Vigilância em Saúde Municipal, Fábio Vasconcelos. A água das 18 minas espalhadas pela área urbana não recebe tratamento. Segundo a vigilância em saúde do município, o mau estado de conservação do encanamento favorece a contaminação, um problema constante na cidade. “Isso faz com que o encanamento tenha pequenas rachaduras e fissuras, e nesse período chuvoso, entra água na terra, que volta para o cano, e isso propicia a contaminação dessa água”, afirma o coordenador Vasconcelos. A vigilância em saúde alerta para que a população não retire as placas que indicam que a água de algumas minas está contaminada, mas no Bairro Brejo Alegre, o aviso foi removido. Com isso, foi preciso escrever em um muro ao lado da mina que a água esta imprópria. Além disso, a vigilância informou que tentou obstruir a passagem de água para evitar risco aos moradores, mas alguns teriam providenciado um cano para continuar usando a mina. Aviso foi escrito após placa da vigilância ter sido removida do local (Foto: Reprodução EPTV)Aviso foi escrito após placa da vigilância ter sido removida do local (Foto: Reprodução EPTV) Seu José Donizete Oliveira ignorou o alerta e encheu dois galões. “Eu venho aqui e pego a água, faço comida com ela. Eu não tenho como comprar água, se não tem dinheiro pra pagar a outra, tem que beber dessa 'né'”, diz o operador de máquinas. Na entrada da cidade onde fica a outra mina contaminada, o aviso vem do comerciante Nivan Nicolau da Silva. Como a placa de interdição foi removida por vândalos, agora é o comerciante que orienta a população. “Eu vou falar com as pessoas, porque a gente quer o bem de todo mundo”, afirma o comerciante. Ele ainda vai revezar com uma segunda pessoa, que irá avisar as pessoas no período da tarde. Segundo a Vigilância em Saúde Municipal, as análises nas minas de Muzambinho são feitas mensalmente, mas as minas são escolhidas aleatoriamente. Ainda de acordo com a vigilância, as minas consideradas contaminadas só serão liberadas após o resultado de novas análises.

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